quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mulher Bunda Mole

Belinha acordou as seis, arrumou as crianças, levou-as para o colégio e voltou para casa a tempo de dar um beijo burocrático em Artur, o marido, e de trocarem cheques, afazeres e reclamações.
Fez um supermercado rápido, brigou com a empregada que manchou seu vestido de seda, saiu como sempre apressada, levou uma multa por estar dirigindo com o celular no ouvido e uma advertência por estacionar em lugar proibido, enquanto ia, por um minuto, ao caixa automático tirar dinheiro.
No caminho do trabalho batucava ansiedade no volante, num congestionamento monstro, e pensava quando teria tempo de fazer a unha e pintar o cabelo antes que se transformasse numa mulher grisalha.
Chegando ao escritório, foi quase atropelada por uma gata escultural que, segundo soube, era a nova contratada da empresa para o cargo que ela, Belinha, fez de tudo para pegar, mas que, apesar do currículo excelente e de seus anos de experiência e dedicação, não conseguiu.
Pensou se abdômem definido contaria ponto, mas logo esqueceu a gata, porque no meio de uma reunião ligaram do colégio de Clarinha, sua filha mais nova, dizendo que ela estava com dor de ouvido e febre.
Tentou em vão achar o marido e, como não conseguiu, resolveu ela mesma ir até o colégio, depois do encontro com o novo cliente, que se revelou um chato, neurótico, desconfiado e com quem teria que lidar nos próximos meses.
Saiu esbaforida e encontrou seu carro com pneu furado.
Pensou em tudo que ainda ia ter que fazer antes de fechar os olhos e sonhar com um mundo melhor.
Abandonou a droga do carro avariado, pegou um táxi e as crianças.
Quando chegou em casa, descobriu que tinha deixado a porra da pasta com o relatório que precisava ler para o dia seguinte no escritório! Telefonou para o celular do marido com a esperança que ele pudesse pegar os malditos papéis na empresa, mas a bosta continuava fora de área. Conseguiu, depois de vários telefonemas, que um motoboy lhe trouxesse a porra dos documentos.
Tomou uma merda de banho, deu a droga do jantar para as crianças, fez a porcaria dos deveres com os dispersos e botou os monstros para dormir.
Artur chegou puto de uma reunião em São Paulo, reclamando de tudo.
Jantaram em silêncio.
Na cama ela leu metade do relatório e começou a cabecear de sono. Artur a acordou com tesão, a fim de jogo. Como aqueles momentos estavam cada vez mais raros no casamento deles, ela resolveu fazer um último esforço de reportagem e transar. Deram uma meio rápida, meio mais ou menos, e, quando estava quase pegando no sono de novo, sentiu uma apalpadinha no seu traseiro com o seguinte comentário:
- Tá ficando com a bundinha mole, Belinha... deixa de preguiça e começa a se cuidar..
Belinha olhou para o abajur de metal e se imaginou martelando a cabeça de Artur até ver seus miolos espalhados pelo travesseiro! Depois se viu pulando sobre o tórax dele até quebrar todas as costelas! Com um alicate de unha arrancou um a um todos os seus dentes depois lhe deu um chute tão brutal no saco, que voou espermatozóide para todos os lados!
Em seguida usou a técnica que aprendeu num livro de auto-ajuda: como controlar as emoções negativas. Respirou três vezes profundamente, mentalizando a cor azul, e ponderou.
Não ia valer a pena, não estamos nos EUA, não conseguiria uma advogada feminista caríssima que fizesse sua defesa alegando que assassinou o marido cega de tensão pré-menstrual...
Resolveu agir com sabedoria.
No dia seguinte, não levou as crianças ao colégio, não fez um supermercado rápido, nem brigou com a empregada.
Foi para uma academia e malhou duas horas.
De lá foi para o cabeleireiro pintar os cabelos de acaju e as unhas de vermelho.
Ligou para o cliente novo insuportável e disse tudo que achava dele, da mulher dele e do projeto dele. E aguardou os resultados da sua péssima conduta, fazendo uma massagem estética que jura eliminar, em dez sessões, a gordura localizada.
Enquanto se hospedava num spa, ouviu o marido desesperado tentar localiza-la pelo celular e descobrir por que ela havia sumido. Pacientemente não atendeu.
E, como vingança é um prato que se come frio, mandou um recado lacônico para a caixa postal dele. - A bunda ainda está mole. Só volto quando estiver dura. Um beijo da preguiçosa...

(Extraído do livro: Este sexo é feminino /Patrícia Travassos).

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Parabéns Matheus!

Meu sobrinho e afilhado Matheusinho está fazendo 1 aninho!
Beijinhos da dindinha coruja!

Agradecimentos

Muito obrigada à Sandra, Ida e Janice pelas dicas de compras em BH. Consegui quase tudo o que eu queria, só não consegui tudo porque cheguei tarde, quase na hora de fechar... Mas com o que eu comprei já conseguirei fazer muita coisa!

Beijos!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Você que é de BH, pode me ajudar?

No próximo fim de semana vou a BH e quero aproveitar para comprar algumas coisas. Como o tempo é curto, não dá pra ficar andando, procurando e pesquisando onde achar tudo o que eu quero. Mas, como eu sei que posso contar com as dicas das minhas amigas virtuais, vai aí uma lista do que eu preciso:

- Material para velas (parafina, formas e pavio)

- Tinta vitral

- Tinta relevo

- Tinta para tecidos

- Verniz spray

- Verniz vitral

- Guardanapos para decoupage

- Decalque

- Peças de madeira (caixas, porta-chaves, porta-recado, bandeja)

- Puxadores de gavetas

- Tecidos

- Aviamentos

- Cestos

- Lanternas japonesas

- Ganchos para parede

- Suporte para prateleira

- Rodízios (aquelas rodinhas para gaveteiros móveis, carrinhos)

- Pastilha de vidro

- Seixos

- Grampeador (para forração de cadeiras)

- Boleador

- Pincéis

Eu sei que a lista é grande... Vou ficar na Floresta, então se alguém tiver um endereço no centro me facilita muito.

Conto com as dicas de vocês! E desde já, obrigada!

Beijos!


 

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Uma visita inusitada

Há alguns dias, escutamos um barulho entre o forro da copa e o telhado. A princípio, pensamos que fossem pombas.Mas quando pedi que as tirassem do forro e fechassem o espaço por onde elas haviam entrado, recebi a notícia: Não eram pombas, eram corujas. Um casal com dois filhotes! Não tive coragem de tirar o ninho (mesmo com todo o barulho que elas fazem à noite), resolvi esperar que as corujinhas crescessem.
E hoje de manhã, quem é que marido encontra no banheiro? Um dos filhotes!
Passado o susto, tratamos de ajudar a corujinha, que tentava sair pelo basvulante.



E foi pela janela da copa, um lugar mais familiar pra ela, que a soltamos. Ficamos esperando que ela voasse, com medo de, por ter hábitos noturnos, se tornasse uma presa fácil para gatos.
Esse pontinho branco é ela, voando para longe, para depois voltar ao ninho...

Beijos!

domingo, 13 de setembro de 2009

Ai, como eu preciso viajar!

Desde pequena, sempre viajei muito. Conheci vários lugares, vi coisas muito interessantes, outras nem tanto, belos monumentos, culturas locais e pessoas, muitas passoas. Inflizmente a maioria se perdeu no tempo.
Minha mãe nunca me deixou chegar em casa de madrugada (nem no Carnaval!), mas nunca me privou de uma viagem sequer. Bastava ter alguém responsável. Assim, conheci o Sul, o Nordeste, fiz de BH o quintal de casa (cheguei a ir todos os fins de semana de um ano iteiro).
Até aí tudo bem. Você deve estar se perguntando: "Mas quem não gosta de viajar?" Eis a questão: marido DETESTA! Eu costumo dizer que ele tem 5 metros de raiz enterrada aqui. Com isso minhas viagens foram extremamente reduzidas. Normalmente meus companheiros de viagem são meus filhotes. Aliás, nisso eles puxaram a mim, também adoram!

Ano passado consegui arrastar marido para viajar. Uma coisa simples assim:
-Amor, a gente podia ir pra algum lugar...
-Depende do dia e de quanto tempo for ficar.
-E que dia seria bom pra você?
-Um fim de mês. Nesse não. Mês que vem. (na verdade ele queria ganhar tempo) E só posso sair no fim de semana, no máximo na sexta. E depende de onde você quiser ir. (essa é a parte de começar a colocar obstáculos, ainda tiveram outros)
Aí vem o golpe de mestre: abri o site da empresa aérea :
-Escolhe. Qualquer lugar que você escolher.
- Praia não. Sul não porque tá frio demais. Brasília.
Pouco depois ele não tinha mais como fugir. Passagem comprada, hotel reservado...

Esse ano eu já estou louca pra viajar, mas duvido que ele caia no mesmo "golpe". Preciso mesmo viajar, descansar, desligar de tudo. Pra sair com os meninos, só nas férias. Então, pra viajar agora, tenho que "desenterrar a raiz" do marido. Alguém sabe como?
Beijos!

sábado, 5 de setembro de 2009

2500 visitas!


Fiquei super-feliz hoje quando abri o blog e vi 2500 no contador! Tem dois meses que eu coloquei ele lá... Pena que nem todo mundo que passa deixa comentário, mas só de saber que eu recebo tanta visita já fico muuuuiiiiito feliz!

Obrigada a todos!

Beijos!