domingo, 12 de agosto de 2012

O meu Dia dos Pais

Até ontem ignorei a data, mesmo sabendo que ela chegaria. Ontem fui "obrigada" a lembrar de comprar o presente do marido. E, depois, simplesmente abstraí. Passei o dia inteiro me ocupando de outras coisas e fui dormir exausta. Apaguei. E enfim chegou o domingo, o segundo domingo de agosto, o Dia dos Pais. E esse não será um Dia dos Pais como os outros, e nunca mais será. E é em datas assim que a ausência bate fundo.
E vocês poderão dizer: Mas você ainda tem o seu outro pai, o pai-pai. E é verdade, mas não o suficiente. Para mim está valendo a seguinte fórmula: Dia dos Pais = Saudades eternas.
Pensando no meu pai, a primeira imagem que vem é a de uma gargalhada, uma gargalhada forte e gostosa. E das piadas. E do Menino da Porteira (ele nunca se cansou dessa música). E de avançar no mar ao seu lado. E de andar na carroceria da caminhonete no caminho para a fazenda. E voltam as gargalhadas. O pão quentinho pela manhã, que ele gostava de buscar. O delicioso lanche da noite ou jantar que ele preparava justificando que  "passei 5 anos embarcado num navio para aprender a fazer sopa" ou ainda que "papai vendeu 5 fazendas pra me ensinar a fazer sopa" (as mesas frases se adaptavam de sopa para  o prato que ele estivesse fazendo, e ele nunca trabalhou em navio, e meu avô nunca concordou que "filho homem" fosse para a cozinha). E mais gargalhadas. E a paixão por cavalos. E por estar entre as pessoas que ele amava. E da Jupira e do Cacumbú. E mais piadas. E do orgulho que demonstrava ter de todos nós. E mais piadas. E chegamos ao palito de fósforos quando eu, fazendo 12 anos, achei que soprar velas era coisa de criança (não soprei vela, mas soprei um palito que ele colocou na minha frente).
E é bom lembrar desses muitos momentos alegres, para criar um clima de saudade gostosa, espantar essa tristeza e levantar da cama (sim, eu estou escrevendo na cama), porque a vida lá fora me espera. E se tem algo que o meu pai me ensinou foi a ser feliz, sempre. Intensamente.
A todos os pais, parabéns!
Aos meus irmãos, primos-irmãos e à minha tia: "tamo junto".

3 comentários:

Veronica Kraemer disse...

Que post lindo, Sandroca, emocionei!
Espero que você tenha passdo um bom dia, pode ter certeza que o pai tá aí do teu lado!
Imagino como deve ser difícil, mas, com certeza, tudo que ele quer é te ver feliz!
Bjosssss
Vero

Nathalia disse...

Sandrinha, quantas lembranças felizes! Tenho certeza que muita gente vai ler esse post, morrer de inveja e pensar "ah, como eu queria ter um pai assim"... Fomos muito sortudas por Papai do Céu ter-nos dado pais tão especiais.

Beijoca!

Cibele Leite disse...

Sandra como diz a canção...... Só se tem saudades do que êh bom.... Beijos